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A adolescência também transforma a mãe.

  • Foto do escritor: Mira Kawata Choi
    Mira Kawata Choi
  • 16 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de abr.

Quando o filho entra na adolescência, não é só ele que muda. A mãe também é

chamada a reinventar seu jeito de amar, orientar e estar presente.


Quase sempre, quando se fala em adolescência, o olhar recai sobre o filho. Mas existe um ponto menos nomeado e igualmente importante: a adolescência também transforma a mãe.

Essa fase não exige apenas que o adolescente mude. Ela exige que a mãe também mude seu lugar, sua linguagem, sua forma de conduzir e sua maneira de estar presente. Por isso, a adolescência não é apenas uma etapa difícil para o filho — ela é também uma transição materna.

Muitas mães sofrem não apenas pelos desafios do adolescente, mas porque sentem, mesmo sem nomear, que o modo antigo de maternar já não funciona da mesma forma. E ainda não sabem com clareza qual deve ser o novo.


O que funcionava antes já não funciona do mesmo jeito

Na infância, o lugar da mãe costuma ser mais evidente. Ela protege, organiza, decide, regula e conduz. A dependência do filho é mais visível e há menos ambiguidade no papel materno. Mas na adolescência, essa estrutura começa a mudar.

O filho quer autonomia antes de ter maturidade plena para administrá-la. Deseja decidir, mas ainda não mede bem as consequências. Rejeita controle, mas continua precisando de direção.


A fala que antes orientava agora irrita. O cuidado que protegia agora parece invasão. O controle que organizava agora gera oposição. A mãe percebe que algo mudou — mas ainda não sabe o que precisa mudar nela.


A repetição silenciosa dos modelos herdados

Muitas mães tentam ajudar seus filhos adolescentes usando, sem perceber, o mesmo repertório herdado que receberam. Mesmo quando desejam fazer diferente, continuam operando a partir de modelos antigos, intuitivos e pouco elaborados.

Às vezes cobram maturidade antes da hora. Às vezes evitam conversas importantes. Às vezes pressionam onde deveriam traduzir. Às vezes aliviam onde deveriam formar responsabilidade.


"A adolescência inaugura uma nova maternidade. Não basta continuar sendo mãe do mesmo modo que antes. O papel precisa amadurecer junto com a fase."

Sair da reação e entrar na construção consciente

O verdadeiro ponto de virada está aqui: mãe e adolescente precisam deixar de viver essa etapa apenas de forma reativa e começar a vivê-la de forma consciente.

Isso não significa eliminar conflitos, nem transformar a adolescência em algo idealizado. Significa reconhecer que existe uma travessia real em curso — e que ela precisa ser acompanhada com mais lucidez.

Quando essa mudança de visão acontece, a relação deixa de ser apenas um campo de correção de sintomas e passa a ser também um espaço de formação. A mãe deixa de atuar apenas como quem controla a saúde do filho e passa a ser alguém que o ajuda a aprender, pouco a pouco, a participar dela.


Quer entender melhor os cinco momentos da travessia e identificar em qual deles você está agora?


 
 
 

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